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Quem é a Deolinda?
 


    Lisboeta de nascença, agora a viver nos subúrbios, Deolinda é uma mulher forte, tradicionalista e não perde uma boa telenovela. Sofre com o seu Benfica e venera a diva Amália, sem deixar de tocar no gramofone lá de casa os discos de António variações, Zeca Afonso e Sérgio Godinho. Solteira e boa rapariga, vive na companhia dos seus dois gatos e um peixinho vermelho.
Deolinda é tudo isto sem existir fisicamente. O projecto musical surgiu em 2006 quando Pedro da Silva Martins (guitarra clássica) apresentou quatro canções aos restantes membros do grupo, Ana Bacalhau (voz), Zé Pedro Leitão (contrabaixo) e Luís José Martins (guitarra clássica).

«Logo ali se começou a desenhar a Deolinda, essa personagem fictícia, feminina, lisboeta, dos subúrbios, solteira», contou Ana Bacalhau ao IOL Música.
Deolinda também é fado sem o ser, sem incluir a típica guitarra portuguesa. «Deolinda é tanto fado, como é música popular, como é música tradicional portuguesa», explicou Pedro da Silva Martins.

Ana é a voz de Deolinda no disco e em palco, mas a personagem vive dentro de cada elemento da banda. «O Fernando Pessoa teve quatro heterónimos mais conhecidos, e nós somos quatro a partilhar um só heterónimo», afirmou Pedro.
O primeiro disco de estúdio, «Canção ao Lado», está nas lojas desde Abril e a banda tem agendados vários espectáculos até ao fim do ano. Para além dos concertos um pouco por todo o país, a Deolinda vai estar também presente no Baía Azul Summer Fest (S. Martinho do Porto) a 2 de Agosto e no festival Sudoeste (Zambujeira do Mar) a 9 de Agosto.

João Carneiro da Silva 
 

  

 

Deolinda :Fon Fon Fon


Olha a banda filarmónica,
a tocar na minha rua.
Vai na banda o meu amor
a soprar a sua  tuba.
Ele já tocou trombone,
clarinete e ferrinhos,
só lhe falta o meu nome
suspirado aos meus ouvidos.

Toda a gente - fon-fon-fon-fon -
só desdizem o que eu digo:
"Que a tuba - fon-fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo..."
Mas ele toca - fon-fon-fon-fon -
e o meu coração rendido
só responde - fon-fon-fon-fon -
com ternura e carinho.

Os meus pais já me disseram:
“Ó Filha, não sejas louca!
Que as Variações de Goldberg
p'lo Glenn Gould é que são boas!”
Mas a música erudita
não faz grande efeito em mim:
do CCB, gosto da vista;
da Gulbenkian, o jardim.

Toda a gente -fon-fon-fon-fon.
só desdizem o que eu digo:
"Que a tuba -fon-fon-fon-fon-
tem tão pouco romantismo...”
Mas ele toca - fon-fon-fon -
e cá dentro soam sinos!
No meu peito -fon-fon-fon-fon-
a tuba é que me dá ritmo.

Gozam as minhas amigas
com o meu gosto musical
que a cena é “electroacústica”
e a moda a “experimental”...
E nem me falem do rock,
dos samplers e discotecas,
não entendo o hip-hop,
e o que é top é uma seca!

Toda a gente -fon-fon-fon-fon-
só desdizem o que eu digo:
“Que a tuba -fon-fon-fon-fon-
tem tão pouco romantismo..."
Mas ele toca -fon-fon-fon-fon-
e, às vezes, não me domino.
Mando todos -fon-fon-fon-fon-
que ele vai é ficar comigo!

Mas ele só toca a tuba
e quando a tuba não toca,
dizem que ele continua;
que em vez de beijar, ele sopra...

Toda a gente - fon-fon-fon.fon -
só desdizem o que eu digo:
“Que a tuba - fon-fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo...”
Mas ele toca -fon-fon-fon-fon-
e é a fanfarra que eu sigo.
Se o amor é fon fon fon fon
que se lixe o romantismo!