Kursy językowe Poznań
Kursy Poznań
Znajdujesz się w: Porto Alegre  »  Artykuły  »  Relato de um sonho feito realidade

 Porto Alegre em Portugal -Relato de um sonho feito realidade

“Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança”
                                                                                                            
Pedra Filososal - António Gedeão
   


    Era uma ideia vaga, quiçá um sonho; ao princípio mais desejo que intenção, que eu tinha desde que cheguei à Polónia, levar os alunos a conhecer o meu Portugal. Abalado pelas desistências de uns e animado pela excitação de outros, decidi que desta vez tinha de ser.
    E foi por causa das renúncias de alguns e vontade de uns poucos que no dia de hoje o sonho se fará realidade.
   

    Relato da nossa viagem:
    
    São 25 deste mês de Fevereiro, ano da graça de 2010, uma quinta-feira. Marca uma hora e trinta da tarde no relógio e estamos todos prontos para descolar. Chegamos todos a horas, surpreendi os meus companheiros de viagem, que se prezam de ser mais matutinos que os portugueses. A viagem durou sem muitos imprevistos, somente um ligeiro atraso de uma hora em Londres.
Chegamos ao aeroporto do Porto por volta das dez horas da noite – hora de Portugal. Nas caras podia ver-se algum cansaço mas também alegria e ansiedade. O autocarro levou-nos ao local onde iríamos pernoitar, estava a chegar ao fim o nosso primeiro dia de viagem. Quando chegamos à Pensão Estoril alguns foram descansar mas, apesar da chuva, outros ainda tiveram forças para descobrir um pouco do Porto nocturno.

    O segundo dia começou cedo porque o tempo era pouco e eram muitas as coisas para ver. O dia acordou com bom tempo e tínhamos de aproveitar ao máximo esse presente. Durante a manhã caminhamos pela cidade do Porto - cidade que deu o nome a Portugal, conhecemos algumas das muitas praças e igrejas, subimos à Torre dos Clérigos e visitamos o Mercado do Bolhão. Aí podemos comprar alguns produtos típicos (pão, chouriça, morcela, azeitonas, tremoços, queijo e também fruta). Aproximava-se a hora de comer e a barriga começava a dar horas. Escolhemos um pequeno restaurante perto do mercado para almoçar, os pratos eleitos foram Bacalhau à Espanhola, Salmão e Rojões.
Após o almoço continuamos a nossa visita pelo centro do Porto e marchamos até à Ribeira pela parte antiga da cidade. As ruas eram estreitas e as fragrâncias intensas, estávamos na parte mais genuína da cidade onde as ruas são tão estreitas que às vezes, nos andares superiores, as casas quase se tocam com as do outro lado da rua. Nestas ruas e vielas o portuense é mais tripeiro. Já na Ribeira podemos admirar a paisagem ribeirinha.
Atravessando o rio pela ponte D. Luiz I chegamos a Vila Nova de Gaia onde visitamos duas das caves de Vinho do Porto existentes na margem sul do rio Douro. Nas caves conhecemos um pouco da história deste vinho mundialmente conhecido e também podemos degustar alguns vinhos. À saída o autocarro já nos esperava e trouxe-nos de volta à "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta". O dia estava já a chegar ao fim mas ainda tivemos tempo para visitar o adro da Sé Catedral do Porto ( A igreja encontrava-se encerrada) e a Estação de S. Bento. Voltamos à pensão, depois de descansar e comer saímos um pouco pela cidade…

    O sábado começou com chuva e assim se manteve todo o dia, mas a precipitação não foi suficiente para impedir que tivessemos o primeiro contacto com o mar salgado – cerca de vinte minutos. De seguida viajámos até Coimbra onde visitámos o centro histórico da cidade, a universidade mais antiga de Portugal - criada em 1290, e a Sé Velha. Após o almoço visitámos Portugal dos Pequenitos onde podemos ter contacto com arquitetura de todo o país e ver exposições sobre os paises ultramarinos que formaram parte do Império Português.
    Aveiro foi o nosso segundo destino do dia. Esta cidade é conhecida pela doçaria típica e pela Ria. A doçaria tivemos oportunidade de provar mas por causa da chuva e ventos fortes não foi possível passear nos canais da “Veneza” de Portugal.
    Durante o regresso ao Porto ainda parámos trinta minutos na Praia do Senhor da Pedra. Aproximava-se a hora de jantar e como planeado fomos para casa dos meus pais, aí além de se poder como é o ambiente familiar em Portugal também provámos algumas iguarias como: presunto, salpicão, bolinhos de bacalhau, azeitonas, chamuças, croquetes, sopa de sarrabulho, churrasco, bolo-rei, …
    O dia não acabaria sem que os mais resistentes fossem a uma discoteca posteriormente à praia.

    No domingo fizemos as malas e deixámos a cidade do Porto, tínhamos pela frente uma viagem de cerca de 150km. A primeira paragem rápida foi em Barcelos – terra da lenda do Galo de Barcelos, onde podemos fazer algumas compras de produtos tradicionais. Deixámos Barcelos com destino a Ponte de Lima onde nos esperava um almoço com Arroz de Sarrabulho com Rojões à Minhota. Para ajudar a fazer a digestão demos um passeio pela vila mais antiga de Portugal.
Rumámos em direcção a Viana do Castelo onde passaríamos a noite na Pousada da Juventude, mas antes da pousada ainda houve tempo para subir ao monte de Santa Luzia, visitar a basílica que foi construída no início do século XX, copiada do Sacré Couer de Montmartre, em Paris. Este ex-libris da cidade de Viana do Castelo, é uma visita obrigatória pela beleza da igreja e pela extraordinária vista que dali se pode observar sobre o estuário do rio Lima, a cidade e o mar. Como tudo o que sobe tem de descer havia que descer o monte de Santa Luzia para a cidade de Viana. Para esta curta viagem usámos o funicular, vencendo um desnível de 160 metros, em seis a sete minutos, a viagem no Funicular de Santa Luzia é a mais longa de todos os funiculares de Portugal.
Chegados à pousada e depois de desfazer as malas, descansar e petiscar estivemos a jogar bilhar e matrecos.

    O dia seguinte acordou com um sol tímido, após visita pelo centro histórico da cidade de Viana do Castelo e algumas compras houve um momento em que cada um visitou o que quis. A próxima paragem – Vila Praia de Âncora – estava a 15km de distância. Foi aí que tivemos o melhor tempo, o sol apareceu finalmente para alegrar e aquecer o ambiente. É certo que não foi suficiente para despir a roupa e tomar banho nas águas salgadas mas para molhar os pés sim. Seguiu-se um rápido almoço, de duas horas, onde se comeu bacalhau, fêveras, azeitonas, francesinha, amêijoas, … O resto da tarde foi passada na praia até o pôr-do-sol.
    Era quase noite e ainda tínhamos de viajar até à montanha do Gerês, nos rostos reflectia cansaço mas também felicidade. Durante a viagem, de aproximadamente uma hora com estrada de curva contra curva, nós aproveitámos para descansar um pouco. Após chegados a Vilarinho das Furnas e já nos quartos os membros do sexo feminino sucumbiram ao cansaço, o grupo masculino manteve-se ainda algumas horas desperto em que riu, falou e … até alta noite.

    Tudo o que é bom acaba depressa e já estávamos no último dia, verdadeiramente dito, da nossa viagem. O dia não começou da melhor maneira, devido ao mau tempo que se registava em Portugal foi-nos desaconselhado ir para os trilhos de montanha. Após visita ao museu de Vilarinho das Furnas fizemos malas para voltar ao Porto.
    O almoço foi em Terras de Bouro e o bacalhau mais uma vez marcou presença. Antes do Porto ainda fizemos uma paragem no jardim do Santuário do Bom Jesus do Monte – Braga. O Bom Jesus é constituído por vinte capelas dispostas irregularmente pela encosta deste monte e ligadas entre si por graciosos e monumentais lanços de escadas. Catorze capelas simbolizam os passos da Paixão do Cristo - Via Sacra propriamente dita - e as restantes capelas referem-se à vida gloriosa do Senhor.                 

      O jardim possui variados e belíssimos canteiros floridos, árvores frondosas, fontes e bancos. Destaca-se um miradouro com vista panorâmica da cidade de Braga, bem como o elevador do século XIX a água. O Elevador do Bom Jesus foi o primeiro funicular a ser construído na Península Ibérica e é uma das sete obras do género em todo o mundo.                                                

     De regresso ao Porto ainda tivemos tempo para viajar no metro e visitar um centro comercial.
    Chegou o dia do regresso e com ele a sensação de que muito mais haveria para ver. O dia foi passado ora no aeroporto ora no avião sem nenhuma circunstância de maior interesse.
   

     Gostaria de terminar este relato da nossa viagem pela minha terra com um bem hajam e um sincero obrigado a todos quantos tornaram possível este momento: Alunos, Aga, Nilton e a todos os demais que de forma mais ou menos directa ajudaram. Para finalizar deixo-vos uma música de significado especial para mim.

Até à próxima.

Roberto